AbbVie recebe aprovação da Comissão Europeia para venetoclax em combinação com rituximab para o tratamento de doentes adultos com leucemia linfocítica crónica que receberam pelo menos uma terapêutica prévia

abbvie-logo-big

A AbbVie, uma companhia biofarmacêutica global de investigação e desenvolvimento, anunciou que a Comissão Europeia (CE) aprovou o pedido de alteração de tipo II para venetoclax em combinação com rituximab para o tratamento de doentes adultos com leucemia linfocítica crónica em recaída/refratária (LLC R/R) que receberam pelo menos uma terapêutica prévia. Esta aprovação permite que mais doentes sejam tratados com venetoclax em tratamento de segunda linha e possibilita aos médicos receitarem este fármaco a uma população mais abrangente de doentes com LLC R/R do que a indicação anteriormente aprovada na União Europeia (UE) para venetoclax em monoterapia. A aprovação é válida em todos os 28 Estados-Membros da UE, bem como na Islândia, Liechtenstein e Noruega.

A aprovação da CE baseia-se nos resultados do ensaio clínico MURANO, um ensaio aleatorizado de fase 3 que avaliou a eficácia e a segurança de venetoclax em combinação com rituximab comparativamente a bendamustina em combinação com rituximab, um regime de quimioimunoterapia convencional para doentes com LLC R/R. Na análise primária, o estudo demonstrou uma melhoria estatisticamente significativa na sobrevivência livre de progressão avaliada pelo investigador (PFS; tempo sem progressão da doença ou morte) nos doentes tratados com venetoclax em combinação com rituximab, com uma redução de 83 por cento no risco de progressão da doença ou morte (hazard ratio [HR]: 0,17; intervalo de confiança [IC] 95%: 0,11-0,25; p<0,0001) e prolongamento da sobrevivência global (OS), comparativamente com a terapêutica de quimioimunoterapia convencional (HR: 0,48; IC 95%: 0,25-0,90; os dados de sobrevivência global não são ainda maduros).

No ensaio clínico MURANO, de fase 3, a doença residual mínima indetetável (uMRD) foi um objetivo secundário analisado no final da terapêutica de combinação (avaliação aos nove meses). A maioria dos doentes do ensaio tratados com venetoclax em combinação com rituximab alcançou uMRD no sangue periférico, com 62,4 por cento dos doentes a alcançar uMRD vs. 13,3 por cento com bendamustina em combinação com rituximab. A uMRD constitui uma medição objetiva da doença e é definida pela presença de menos de uma célula LLC por cada 10 000 glóbulos brancos no sangue ou na medula óssea após tratamento.2 Ensaios clínicos prospetivos anteriores demonstraram que a obtenção de uMRD em doentes com LLC está associada a uma melhoria nos resultados clínicos.

“A leucemia linfocítica crónica pode recidivar e tornar-se refratária ao tratamento de primeira linha. Há, por isso, a necessidade de alternativas terapêuticas que permitam tratar estes doentes que, de outra forma, terão opções limitadas”, afirmou John Seymour, investigador principal do ensaio MURANO e diretor de Medicina Oncológica no Peter MacCallum Cancer Centre & Royal Melbourne Hospital, na Austrália. “A combinação de venetoclax com rituximab permite que estes doentes tenham uma opção terapêutica alternativa superior à quimioimunoterapia convencional, com potencial para alcançar respostas mais profundas, como demonstram as taxas de MRD indetetável no sangue periférico e na medula óssea, permitindo assim um tratamento de duração fixa, sem necessidade de quimioimunoterapia.”

A LLC é uma forma de leucemia – ou cancro do sangue – de desenvolvimento lento em que existem demasiados linfócitos (tipo de glóbulos brancos) imaturos, predominantemente no sangue e na medula óssea. A LLC constitui cerca de um terço dos novos casos de leucemia diagnosticados na UE.

Em setembro de 2018, a AbbVie anunciou que o Comité dos Medicamentos de Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia do Medicamento (EMA) tinha emitido uma Opinião Positiva para a Autorização de Introdução no Mercado de venetoclax em combinação com rituximab para o tratamento de doentes com LLC R/R.

“A aprovação de venetoclax em combinação com rituximab constitui um importante passo para que os doentes com leucemia linfocítica crónica em recaída/refratária tenham uma forte hipótese de viver mais tempo sem progressão da doença”, afirmou Michael Severino, vice-presidente executivo do departamento de investigação e desenvolvimento e diretor científico da AbbVie. “Estamos ansiosos por permitir o acesso de venetoclax a mais doentes com leucemia linfocítica crónica, ao mesmo tempo que continuamos a aprofundar a nossa investigação e o desenvolvimento de terapêuticas que podem transformar os padrões de cuidados de doentes com cancros hematológicos.”

Venetoclax está a ser desenvolvido pela AbbVie e pela Roche. Nos EUA, é comercializado em conjunto pela AbbVie e pela Genentech, membro do Grupo Roche, sendo comercializado pela AbbVie fora dos EUA.

Sobre o ensaio MURANO

Um total de 389 doentes com LLC R/R submetidos a pelo menos uma terapêutica anterior participou no estudo MURANO, um estudo de fase 3, internacional, multicêntrico, aberto e aleatorizado. O ensaio foi desenhado para avaliar a eficácia e a segurança de venetoclax em combinação com rituximab (N=194), em comparação com bendamustina em combinação com rituximab (N=195). A idade mediana dos doentes no ensaio foi de 65 anos (intervalo: 22-85).

O objetivo primário foi a PFS avaliada pelo investigador (INV). Não foi alcança a mediana de PFS  com venetoclax em combinação com rituximab, em comparação com 17,0 meses no braço de bendamustina em combinação com rituximab (HR: 0,17; IC 95%: 0,11-0,25; p<0,0001). O tempo mediano de seguimento foi de 23,8 meses (intervalo: 0,0 a 37,4). Os objetivos de eficácia adicionais incluíram a PFS avaliada por uma comissão de revisão independente (IRC), a taxa de resposta global avaliada pelo INV e pela IRC (definida como resposta completa + resposta completa com recuperação incompleta da medula + resposta parcial + resposta parcial ganglionar), a sobrevivência global e as taxas de uMRD.

O perfil de segurança da combinação de venetoclax com rituximab é consistente com o perfil de segurança conhecido de cada um dos fármacos individualmente. As reações adversas que ocorreram mais frequentemente (≥ 20%), de qualquer grau, com venetoclax em combinação com rituximab foram neutropenia, diarreia e infeção do trato respiratório superior. No grupo de venetoclax em combinação com rituximab registaram-se, devido a qualquer reação adversa, descontinuações do tratamento 16 por cento dos doentes, reduções de dose em 15 por cento, e interrupções de dose em 71 por cento. No grupo de venetoclax em combinação com rituximab, a neutropenia conduziu a interrupção da dose de venetoclax em 43 por cento dos doentes e a descontinuação em 3 por cento. As reações adversas graves notificadas mais frequentemente (≥ 2%) com venetoclax em combinação com rituximab ou venetoclax em monoterapia foram pneumonia, neutropenia febril e síndrome de lise tumoral.

logobranco

MORADA:

Rua Hermínia Silva nº 8 LJ A, Jardim da Amoreira
2620-535 Ramada

geral@raiox.pt