Ao encontro da Medicina Dentária Digital

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Artigo de opinião de João Caramês, membro da Best Quality Dental Centers (BQDC), que aborda a Medicina Dentária como um exponente da era digital na saúde.

Reconhecemos hoje a nossa dependência perante a tecnologia digital, expressa em simples gestos, como o envio de uma mensagem através de um smartphone ou o acesso a uma grande parte da informação que nos rodeia. Proclamado por muitos, é por demais evidente que vivemos e viveremos numa era digital. E provavelmente a Medicina Dentária será talvez um dos expoentes da era digital na saúde, pelo surgimento e aplicação da tomografia computorizada por feixe cónico no estudo radiológico a três dimensões dos ossos faciais e arcadas dentárias, pelo comum recurso à radiografia intra-oral digital no diagnóstico ou na área da Prostodontia e Implantologia, pelo surgimento de softwares de planeamento virtual da reabilitação cirúrgica e protética baseados na tecnologia Computer Aided Design.

O envolvimento das “ferramentas” digitais tem sido feito com reconhecido sucesso ao longo da última década. Por um lado, devido à contínua e crescente demanda dos pacientes em tratamentos cada vez menos invasivos e de menor tempo de duração. Na procura de otimizar a comunicação com o paciente, integrando as suas expectativas no planeamento, desenvolveram-se softwares de planeamento que produzem uma simulação virtual cada vez mais realística do resultado final. A outro nível, e não menos importante, verificou-se um considerável “boom” tecnológico que fez surgir scanners intraorais de alta resolução e impressoras 3D capazes de acompanhar o fluxo de trabalho.

“Virtual” e “real” parecem, assim, fundir-se para criar as condições ideais de planeamento, aumentando a previsibilidade do resultado final, estando cada vez mais perto toda a programação do plano de tratamento a realizar num “paciente virtual”. Mas se é verdade que o quadro descrito faz emergir todo o potencial da tecnologia digital, deve salientar-se que a sua aplicação apenas fará sentido e terá êxito se todo o fluxo de trabalho gerado tiver subjacente o conhecimento, a experiência e a ponderação clínica do médico.

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