Estudo INSEF revela que as mulheres, na faixa etária dos 65-74 anos, são as mais afetadas por doença crónica

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No âmbito do Dia Mundial do Doente, que se assinala hoje, 11 de fevereiro, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) divulgou dados do Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF), promovido e coordenado pelo departamento de Epidemiologia. O estudo, desenvolvido em 2015, indica que mais de metade dos portugueses têm pelo menos uma doença crónica, uma ocorrência mais frequente nas mulheres, nas pessoas com menos escolaridade e nos idosos.

Com base nos resultados do inquérito cerca de 3,9 milhões de pessoas reportaram ter pelo menos uma doença crónica das citadas na lista das 20 doenças – enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, disritmia cardíaca, diabetes, insuficiência renal crónica, cirrose, hepatite crónica, asma, doença pulmonar obstrutiva crónica, dor crónica, osteoporose, artrite reumatoide, artrose, cancro, depressão, ansiedade crónica, úlcera gástrica ou duodenal, colesterol elevado e alergia.

Questionados sobre se têm “alguma doença ou problema de saúde que dure há mais de seis meses ou que se espere que venha a durar mais de seis meses” 57,8% disseram que sim. Cerca de 20% dos inquiridos disseram ter uma doença crónica, 17% apontaram duas e 10,4% referiram três patologias crónicas. Os dados indicam ainda que 5,2% pessoas sofrem de quatro doenças crónicas, 3% de cinco e 2,7% de seis patologias crónicas.

Segundo os resultados, a ocorrência de doença crónica foi mais frequente nas mulheres (62%) do que nos homens (53,1%), nas pessoas com menos escolaridade e no grupo etário dos 65-74 anos.

Doenças crónicas mais comuns

Nos homens, as doenças crónicas mais frequentes foram hipertensão (25,1%), colesterol elevado (23,7%), alergia (11,4%), diabetes (10,4%), dor crónica (7,4%) e artrose (7,3%). Nas mulheres, as doenças crónicas mais apontadas foram hipertensão (26,1%), colesterol elevado (25,7%), artrose (20,6%), alergia (18,1%), depressão (15,2%) e dor crónica (13,5%).

População inquirida

Os indicadores apurados referem-se à população com idades entre os 25 e os 74 anos, tendo contado com a participação de 4911 pessoas, na sua maioria em idade ativa (84,3% com idade entre os 25 e os 64 anos), cerca de três quintos (63,4%) dos quais “sem escolaridade ou com escolaridade inferior ao ensino secundário” e 11,2% desempregados.

Objetivo

Este estudo tem como finalidade contribuir para a melhoria da saúde dos portugueses, apoiando as atividades nacionais e regionais de observação e monitorização do estado de saúde da população, avaliação dos programas de saúde e a investigação em saúde pública

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