Projeto do iMM vence 2ª edição do “Prémio FAZ Ciência”

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“Reguladores celulares e moleculares de células T γδ multifacetadas no microambiente tumoral” do Instituto de Medicina Molecular – João Lobo Antunes (iMM), foi o projeto vencedor da 2ª edição do “Prémio FAZ Ciência”, uma iniciativa da Fundação AstraZeneca (FAZ) e da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), que teve como objetivo distinguir o melhor projeto de investigação translacional em Imuno-Oncologia desenvolvido em Portugal. Para o investigador principal, Bruno Silva-Santos, a atribuição deste prémio, que se traduz numa bolsa de trinta e cinco mil euros, é “fundamental para permitir a execução deste projeto que vamos abraçar com todas as forças para que funcione na perfeição”. A cerimónia de entrega do prémio decorreu ontem, 23 de abril, na residência do Embaixador do Reino Unido, em Lisboa.

O projeto vencedor, da responsabilidade do investigador Bruno Silva-Santos e da postdoc do seu laboratório Noella Lopes,  tem como objetivo “contribuir para melhores tratamentos de imunoterapia contra o cancro” e, para isso, os investigadores do IMM pretendem “conseguir manipular uma população imunitária que infiltra os tumores mas que, na realidade, pode ter dois impactos distintos: estimular a resposta contra o cancro (resposta protetora) ou promover o crescimento do tumor (resposta patogénica). Estamos, assim, perante duas subpopulações”, explicou Bruno Silva-Santos. Com a concretização deste projeto, “vamos analisar o ambiente tumoral – nomeadamente que células é que lá residem – e que recursos/nutrientes podem ter sobre a ação destas duas subpopulações, de forma a conseguirmos, através da manipulação, a melhor resposta imunitária contra o tumor. Favorecendo a resposta protetora e impedindo assim que a resposta patogénica ajude o tumor a crescer”, reforçou o investigador do IMM, revelando que “é muito gratificante este reconhecimento”.

Rosário Trindade, Vice-Presidente da Fundação AstraZeneca, afirma que “a importância e a disponibilidade da Fundação AstraZeneca para apoiar este tipo de prémios é absoluta. Somos líderes na investigação e comungamos do “ADN” da AstraZeneca de apoio à investigação e, sobretudo, acreditamos que nas bancadas das universidades e até nos pequenos centros de investigação faz-se investigação básica e translacional que tem potencial para mudar a vida dos doentes”.

Na qualidade de Presidente da SPO, entidade parceira deste projeto, Paulo Cortes reforça que “este prémio distingiu aquilo que nós chamamos de investigação translacional, ou seja, a ligação entre o laboratório e a parte clínica. Temos, cada vez mais, grupos a investigar melhor e com grande qualidade no laboratório mas depois precisamos de ter também dados mais credíveis. Um dos objetivos da SPO passa pela ajuda na promoção da investigação e na interligação de toda a estrutura para que tudo possa funcionar harmoniosamente e, tendo isto em conta, a nossa participação e o nosso patrocínio em projetos como este é absolutamente fundamental”.

No âmbito desta 2ª edição do “Prémio FAZ Ciência”, foram ainda reconhecidos outros dois outros trabalhos devidamente selecionados pela Comissão de Avaliação composta por cinco especialistas nacionais da área da Imuno-Oncologia: Carmo Fonseca, Presidente do Instituto de Medicina Molecular (IMM) e Professora Catedrática na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Noémia Afonso, Secretária da SPO e Oncologista no Hospital de Santo António, José Carlos Machado, Vice-Presidente do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup) e Professor Associado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, José Dinis (norte) da SPO, Diretor da Unidade de Investigação Clínica do IPO do Porto, e Paulo Cortes, Presidente da SPO e Coordenador da Unidade de Oncologia do Hospital dos Lusíadas.

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Por Rita Rodrigues

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