Fausto Pinto reforça a necessidade de avanços na educação e investigação cardiovasculares

Arrancou no passado dia 23 de fevereiro, a oitava edição do Congresso Novas Fronteiras em Cardiologia. O primeiro dia desta reunião teve lugar no Grande Auditório João Lobo Antunes, no Edifício Egas Moniz da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, onde decorreram, para além da habitual sessão de abertura, os “live in a box” e as conferências honorárias. Posteriormente, os trabalhos prosseguiram nos restantes dias na Praia D`El Rey, em Óbidos.

O congresso promoveu a discussão no âmbito da Insuficiência Cardíaca e Hipertensão Arterial Pulmonar, da Imagiologia Cardiovascular, da Cardiologia de Intervenção e Arritmologia, da Doença Coronária, das Valvulopatias, das Miocardiopatias, da Cirurgia Cardíaca e Cirurgia Vascular. A sessão de abertura contou com uma mesa composta por um vasto leque de profissionais como Ângelo Nobre, Luís Mendes Pedro, Miguel Guimarães, Carlos Martins, Carmo Fonseca, António Nunes Diogo e foi presidida por Fausto Pinto, diretor do Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte e diretor da Faculdade de Medicina de Lisboa

 “Estas novas fronteiras representam um dos marcos da atividade do nosso Departamento”, afirmou Fausto Pinto, referindo-se ao Departamento de Coração e Vasos. As doenças cardiovasculares representam “a maior causa de mortalidade em todo o Mundo” e são um tema que preocupa não só quem sofre destas doenças como também a sociedade em geral”, acrescentou. O presidente do Congresso realçou a necessidade extrema “dos avanços na investigação, na educação e na Medicina Cardiovascular”.

O caminho a percorrer passa por “potenciar ao máximo aquele que é o Serviço de Cardiologia do principal hospital do país, em parceria com outras áreas”, afirmou Miguel Guimarães. O Bastonário da Ordem dos Médicos destacou o Hospital de Santa Maria por este ter um “papel nuclear naquilo que é a formação e a investigação” e por este ser “uma referência a nível nacional”. Reforçando as palavras de Fausto Pinto, o atual Bastonário considera que “estas novas fronteiras estão ligadas à capacidade de inovação e capacidade de acompanhar aquilo que é o desenvolvimento da Medicina”. Miguel Guimarães frisou ainda que a capacidade de inovação está inteiramente dependente dos jovens, daí a importância de “lhes abrirmos as portas e permitir que eles fiquem no nosso país”, concluiu.

De salientar ainda a participação neste congresso de inúmeros peritos nacionais e estrangeiros, entre os quais o presidente da European Society of Cardiology, Jeroen Bax, especialistas na área da Cardiologia, nomeadamente a presença de palestrantes oriundos de vários países como a Rússia (Evgeny Shlyakhto e Aleksandr Nedoshivin), Brasil (Jadelson Andrade), Suiça (Robert Manka) e Estados Unidos da América (Eliana Lees).

 

Por Rita Rodrigues


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