Presente e Futuro da saúde respiratória serão debatidos no IX Congresso da Fundação Portuguesa do Pulmão

Nos próximos dias 24 e 25 de janeiro realiza-se, no Auditório dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, o IX Congresso da Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP).

Nesta reunião serão discutidas as doenças respiratórias que têm atualmente um maior impacto social, nomeadamente o cancro do pulmão e a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), que integram a lista das doenças com maior mortalidade em Portugal. Será ainda abordado o impacto da genética e do ambiente na saúde respiratória.

Neste congresso onde serão apresentados e discutidos dados sobre o presente da saúde respiratória e ideias para construir um melhor futuro para a saúde em Portugal, a Fundação Portuguesa do Pulmão reforça a importância do diagnóstico precoce da DPOC, propondo a realização de espirometrias a todos os fumadores antes dos 40 anos de idade e debatendo a possibilidade de modificar a epidemiologia desta doença. O congresso incluirá ainda um painel sobre o cancro do pulmão, onde será feito um balanço da evolução do diagnóstico e tratamento desta doença oncológica, mas também apresentada a visão do futuro que os profissionais de saúde têm para esta patologia. Jorge Cruz, presidente do evento e moderador do painel, destaca: “o cancro do pulmão, se diagnosticado numa fase inicial, já não é uma sentença de morte, porque quando os doentes são operados numa fase precoce da doença os resultados são bons. Atualmente é possível tornar o cancro do pulmão numa doença crónica, tratada de forma individualizada de acordo com a genética de cada cancro, graças à imunoterapia e às terapêuticas-alvo”.

A de­ficiência de alfa 1 antitripsina (doença genética rara) também será debatida neste congresso, bem como o ambiente enquanto causa importante de doenças respiratórias, dando-se destaque à relação causa-efeito entre o amianto e o mesotelioma, o mais grave tumor maligno da pleura, e reforçando-se a necessidade de remover o amianto dos vários edifícios públicos e privados que ainda contêm este material perigoso na sua estrutura.

Adalberto Campos Fernandes, ex-ministro da Saúde, estará presente na conferência de encerramento deste evento, na qual falará do futuro da saúde em Portugal, sob o tema “Saúde 2030”. José Alves, presidente da FPP, sublinha que “este congresso é mais um esforço da FPP de, através da reunião de um painel de especialistas de qualidade na saúde respiratória, continuar a missão de informar, alertar, proteger e contribuir para a saúde respiratória dos portugueses”.

O congresso é aberto a todos os profissionais de saúde, doentes, estudantes, associações e à sociedade civil, sendo necessário fazer inscrição grátis, através do preenchimento deste formulário.

O programa completo pode ser consultado aqui.


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