Universidade de Lisboa inaugura Centro de Reabilitação Cardiovascular

Foi hoje inaugurado o Centro de Reabilitação Cardiovascular da Universidade de Lisboa, um projeto que nasce da parceria da Reitoria da Universidade de Lisboa, da Faculdade de Medicina de Lisboa e da Faculdade de Motricidade Humana, com vista a dar resposta a uma necessidade antiga que era a inexistência de um centro qualificado que desse garantia à continuidade da reabilitação cardiovascular que é iniciada nos hospitais, após um evento cardiovascular agudo ou após cirurgia cardiotorácica.

Segundo Helena Santa-Clara, “este Centro, localizado no Estádio Universitário de Lisboa, vem responder a três dimensões da universidade: a formação, a investigação e a assistência à comunidade”.
De acordo com a professora da Faculdade de Motricidade Humana e diretora do Programa do Centro, dentro desta componente assistencial, “é preparado um plano individual de reabilitação para os doentes que completaram as fases I e II nos hospitais onde eram acompanhados”. Este programa tem a duração de um ano e é definido por uma equipa multidisciplinar, em função das várias baterias de avaliação a que cada individuo é submetido no momento da entrada.
“É este o verdadeiro conceito de prevenção secundária, uma vez que durante este ano, procuramos promover hábitos e estilos de vida saudável que o doente possa manter e dar continuidade quando o programa termina”.

Segundo Helena Santa-Clara, “este Centro, localizado no Estádio Universitário de Lisboa, vem responder a três dimensões da universidade: a formação, a investigação e a assistência à comunidade”

Para Fausto Pinto, “esta era uma ambição que já tinha algum tempo e que, finalmente, foi possível concretizar”. Segundo o diretor da Faculdade de Medicina de Lisboa, “este é um projeto inovador no nosso país e que, com o esforço de todos, poderá vir a tornar-se num centro de reabilitação de referência a nível nacional e internacional”.
Fausto Pinto lembra que estão hoje bem estabelecidos os benefícios da reabilitação cardiovascular em doentes com patologia cardíaca, nomeadamente no que respeita à recuperação das capacidades e da função após evento cardiovascular. Nesse sentido, e sendo as doenças cardio e cerebrovasculares a principal causa de morte em Portugal, o especialista acredita que “é preciso apostar neste tipo de iniciativas para melhorar a saúde destas populações de doentes”.

“Apenas 2 a 3% dos doentes têm acesso a reabilitação”

Embora seja recomendada para todos os doentes que sofrem um evento cardiovascular agudo e que são submetidos a uma intervenção cirúrgica, apenas 2 a 3% desta população faz atualmente esta fase III da reabilitação. As duas primeiras fases são concluídas nos hospitais onde os doentes são assistidos, contudo, esta última etapa raramente é iniciada.

Para Fausto Pinto, “esta era uma ambição que já tinha algum tempo e que, finalmente, foi possível concretizar”. Segundo o diretor da Faculdade de Medicina de Lisboa, “este é um projeto inovador no nosso país e que, com o esforço de todos, poderá vir a tornar-se num centro de reabilitação de referência a nível nacional e internacional”.

“Há uma falta enorme no encaminhamento destes doentes e esperamos que agora, através deste Centro, nós consigamos integrar todos os doentes que passaram pelas fases I e II nos hospitais. Esta é a fase de manutenção em que procuramos que os doentes não regridam nas capacidades que recuperaram até aqui”, descreve Machado Rodrigues, Diretor Clínico do Centro de Reabilitação Cardiovascular da Universidade de Lisboa.

Neste momento, a equipa é constituída por cinco enfermeiras, uma psicóloga, uma nutricionista, um cardiologista e seis profissionais da Faculdade de Motricidade Humana.
“A referenciação dos doentes é feita através dos cardiologistas ou dos médicos assistentes que enviarão o doente com a respetiva informação clínica. Depois deste plano de um ano de seguimento, os doentes voltam a ser acompanhados pelos seus médicos assistentes”, esclareceu o especialista.
A par da Faculdade de Medicina de Lisboa, da Faculdade de Motricidade Humana e da Reitoria da Universidade de Lisboa, a Associação Música nos Hospitais juntou-se também a este projeto com vista a humanizar o espaço, as relações entre os doentes e os profissionais de saúde.

Cátia Jorge

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