Fundação Portuguesa do Pulmão aconselha vacinação antigripal em tempos de pandemia

A situação epidemiológica da pandemia COVID-19 não se apresenta consolidada quer em Portugal, quer no mundo. Tal facto torna expectável um aumento significativo do número de casos, na sequência da época fria que se aproxima e da nova fase da vida social, com o início da escolaridade e a abertura de outras atividades. Por outro lado avizinha-se a época gripal, com a circulação conjunta do coronavírus e dos vírus Influenza, motivo acrescido de preocupação, em virtude do desconhecimento que existe acerca das eventuais implicações desta situação invulgar.

Tal cenário aconselha, pois, a que se acentuem as medidas de combate a ambas a infeções e relativamente à gripe a vacina perfila-se como uma importante arma preventiva.

Assim:

1. A Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP) vem chamar a atenção da população para a necessidade
de se melhorarem as atitudes comportamentais preventivas comuns a ambas as infeções: etiqueta respiratória, desinfeção das mãos e das superfícies, distanciamento social e utilização de máscara em todos os espaços públicos, quer exteriores, quer interiores;

2. A FPP aconselha veementemente todas as pessoas vulneráveis ou com indicação para a vacinação –
de acordo com as orientações da DGS – a vacinarem-se contra a gripe;

3. A FPP considera que o número de vacinas previstas para o nosso país é insuficiente (2.000.000
doses para o SNS e 500.000 para a Rede de Farmácias). Se contabilizarmos apenas as pessoas com
idade superior a 65 anos – com indicação formal para serem vacinadas – o seu número é superior a
2.220.000. Restam ainda os numerosos grupos de pessoas vulneráveis ou com indicação para a
vacinação. Assim, a FPP aconselha as autoridades da Saúde a assegurar um número
substancialmente mais elevado de vacinas;

4. A FPP aconselha as autoridades da Saúde definirem metas de vacinação mais ambiciosas e a
incentivarem a vacinação através de campanhas dirigidas a todos os grupos-alvo. Este ano é muito
importante que fique o menor número possível de doentes por vacinar;

5. Com o objetivo que a campanha de vacinação decorra sem atropelos – atendendo à previsibilidade
de uma intensa procura – a FPP aconselha a que o início da mesma seja antecipado e que comece
logo no início do mês de outubro;

6. Achamos, igualmente, que a Rede Nacional de Farmácias deveria ter um papel mais ativo na
administração da vacina aos utentes do Serviço Nacional de Saúde (como algumas experiências
comunitárias têm demonstrado), permitindo que os seus Serviços possam desempenhar tarefas
mais complexas, mais exigentes e urgentes.

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