Tratamentos para a hepatite C diminuíram 62,5% durante a pandemia

A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) alerta para a diminuição de 62,5% no número de tratamentos realizados para a hepatite C, no ano de 2020, em Portugal.

Para José Presa, presidente da APEF, “a pandemia COVID-19 teve um impacto significativo ao nível do diagnóstico atempado da hepatite C, mas também do seu tratamento, registando-se uma quebra de 4488 tratamentos pedidos em 2019 para 1682 tratamentos no ano de 2020.”

E frisa: “O não tratamento da hepatite B e C implicará a evolução para cirrose hepática, e nalguns casos, o desenvolvimento de carcinoma hepatocelular. A cada 30 segundos morre uma pessoa com uma doença relacionada com as hepatites. Desta forma, o diagnóstico precoce e o consequente tratamento é vital. Mesmo em plena pandemia COVID-19, não podemos esperar para atuar contra as hepatites virais”.

A hepatite é uma doença evitável, tratável e, no caso da hepatite C, curável. As hepatites virais B e C afetam 325 milhões de pessoas em todo o mundo, causando 1,4 milhões de mortes por ano.

Em Portugal existem cerca de 45 000 doentes com hepatite C não diagnosticados. Frequentemente, os doentes infetados pelo vírus da Hepatite C não têm sintomas. O diagnóstico da hepatite C faz-se, primeiro, tendo em conta a suspeita de a pessoa poder estar infetada (ter feito transfusões de sangue antes de 1992; ter usado ou partilhado seringas ou outros materiais no passado). Os tratamentos são simples, rápidos e sem custos para o doente.


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