Associação Portuguesa Contra a Leucemia assinalou Dia Mundial de Sensibilização para a Leucemia Mieloide Aguda (LMA) com alerta para os sintomas despercebidos
A Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) assinalou o Dia Mundial De Sensibilização para a Leucemia Mieloide Aguda (LMA), comemorado a 21 de abril, alertando para os sintomas que passam despercebidos e que são representados na campanha“A Linguagem da Natureza na Leucemia Mieloide Aguda” inspirada na natureza e no reino animal.
A campanha, que vai estar no ar de 21 de abril a 28 de maio e terá visibilidade em outdoor (mupis), rede de transportes (autocarros), e redes sociais, nasce no paralelismo da complexidade da natureza e da própria LMA.
“A sensibilização para os sintomas, que incluem fadiga, hemorragias, suscetibilidade a infeções, nódoas negras e que são muitas vezes associados a mal-estares comuns, é fundamental devido à rápida progressão, agressividade e exaustividade de diagnóstico LMA”, menciona Manuel Abecasis, Presidente da APCL.
A LMA provoca anemia, diminuição de plaquetas e enfraquecimento do sistema imunitário, o que debilita o doente, impactando a sua vida e a da sua família.
“A Linguagem da Natureza na Leucemia Mieloide Aguda”
Quando observamos o reino animal é possível testemunhar a sua capacidade intrínseca de ler sinais, de agir com precisão e celeridade, caraterísticas que são absolutamente necessárias na identificação e no reconhecimento de sintomas, assim como na atuação terapêutica na LMA. O que motivou o conceito da campanha e a escolha dos animais que, pelas suas características, representam simbolicamente os sintomas e estados a que se deve estar atento.
Para a representação dos “Sintomas ocultos – as queixas confundem-se com o cansaço do dia a dia” foi escolhido o Camaleão, mestre do disfarce, porque a LMA é uma doença “traiçoeira”, cujas manifestações iniciais como cansaço, febre, hematomas, se camuflam em estados de mal-estar comuns. Para representar a “Vulnerabilidade – porque o corpo perde as defesas e fica vulnerável”, foi eleito o Ouriço, este depende dos seus espinhos para sobreviver; sem eles, está totalmente exposto. Na LMA, a queda acentuada de glóbulos brancos saudáveis retira ao doente os seus “espinhos” (as suas defesas), deixando-o desarmado e susceptível a infeções que seriam banais para qualquer outra pessoa.
O Elefante materializa a escala avassaladora da LMA, tanto no plano físico como no psicológico, mas também a resiliência e proteção necessárias em qualquer fase da doença, através do apoio familiar, médico e da própria sociedade.
Estes são três dos cinco arquétipos que dão forma aos sinais, sintomas e estados provocados pela LMA e que revelam o impacto que a doença gera no doente e na sua família.
