21.ª Edição do EULAR 2020 a decorrer até 6 de junho em formato digital

Um dos principais eventos europeus de Reumatologia que reúne milhares de especialistas para partilha de conhecimentos e debate e reflexão sobre as últimas novidades na área está atualmente a decorrer e termina amanhã.

O Annual European Congress of Rheumatology da European League Against Rheumatism (EULAR), principal evento europeu da Reumatologia, decorre até sábado (6 de junho), neste ano em formato digital devido aos constrangimentos da COVID-19. O Congresso que junta milhares de especialistas da Reumatologia conta com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR). “À imagem de outros eventos do setor, este Congresso é com certeza diferente. Por um lado, com a desvantagem de se perder o networking mas, por outro, com benefícios como a questão de poder ser visto posteriormente e de estar disponível durante vários meses”, reflete Luís Cunha Miranda, presidente da SPR.

O EULAR, ao longo dos anos, tem vindo a melhorar a qualidade e integração do que considera ser os três pilares da assistência aos doentes reumáticos: a Reumatologia, os reumatologistas, as associações de doentes e as associações de profissionais de saúde da área. “Tem havido um esforço para integrar estes três núcleos, para fazer um congresso que represente aquilo que é a Reumatologia”, constata Luís Cunha Miranda. “Entre vários temas em análise, destaque para algumas áreas de investigação, nomeadamente em novas moléculas e novos fármacos e, claro, a COVID-19 com um realce muitíssimo grande relativamente ao que tem sido esta pandemia no contexto das doenças crónicas. Perante a pandemia causada pelo SARS-CoV-2, a SPR, através do Reuma.pt, deu prioridade à compreensão de como é que este vírus afeta os doentes reumáticos e em particular se as terapêuticas imunomoduladoras (corticoides, csDMARDs, bDMARDs, tsDMARDs) influenciam a evolução da infeção”, refere o presidente da SPR.

E acrescenta que “o conhecimento dos dados nacionais e a partilha com os outros países europeus, no âmbito da EULAR (European League Against Rheumatism), tem sido desde sempre uma estratégia da Reumatologia portuguesa, através do Reuma.pt. Neste caso pudemos, num curto espaço de tempo, responder às dúvidas clínicas e à necessidade de informação que esta pandemia nos impõe”. “É fundamental regressar à atividade clínica face a ameaça da COVID-19. O surto ainda não está superado mas faz-se urgente assegurar todas as restantes especialidades não relacionadas com a pandemia”, conclui Luís Cunha Miranda.

“As doenças reumáticas atingem 53% da população não existindo, atualmente, um Plano Nacional para as mesmas. Em termos práticos, não se consegue exigir que algumas situações possam progredir, devido à inexistência de um Plano, sobretudo a falta de reumatologistas em 42% dos hospitais portugueses”.

O programa do Congresso está disponível em: https://bit.ly/3gOEhYB


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