Ingestão diária de água reduz intensidade e episódios de dores de cabeça

A nutrição e a hidratação são já temas habituai nas Jornada Aquarius de Formação em Gastrenterologia. Este ano, em Valência, na IV edição ibérica e IX espanhola, não foi exceção e coube ao Diretor de Saúde e Nutrição da Coca-Cola Ibéria, Rafael Urríalde, abordar as últimas novidades e dar conta do que a empresa está a fazer no intuito de promover mais conhecimento nesta área.

Dr. Rafael Urrialde de Andrés
                                            Rafael Urríalde, Diretor de Saúde e Nutrição da Coca-Cola Ibéria

Na sua intervenção, Rafael Urríalde começou por lembrar que a hidratação é uma ciência completamente nova e que só há pouco mais de dez anos se estabeleceu dentro do conceito de nutrição. Hidratação é sinónimo de água como nutriente e o especialista frisou que a maior parte da ingestão é feita a partir da dieta, seja através de alimentos ou de bebidas na qual está incluída a água.
“Tal como noutros nutrientes, também no consumo de água pode haver excesso ou défice. Num estudo recente na Europa, 70% das pessoas está adequadamente hidratada, 15 a 20% está híper-hidratada e menos de 10% está desidratada”, afirmou Rafael Urríalde
Desde o ano 2000 que se tem assistido a um incremento de publicações relacionadas com este tema, pela consciência de que a água é uma componente fundamental em todos os processos fisiológicos e patologias associadas. Em 2010, a Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA), que regula a evidência científica dos 28 países da União Europeia, estabeleceu os critérios de ingestão de água. Nas conclusões deste trabalho, os investigadores chegaram à conclusão de que os valores de referência para o total de ingestão de água deviam incluir a água proveniente de vários tipos de bebidas mas também a proveniente dos alimentos.

“Tal como noutros nutrientes, também no consumo de água pode haver excesso ou défice. Num estudo recente na Europa, 70% das pessoas está adequadamente hidratada, 15 a 20% está híper-hidratada e menos de 10% está desidratada”

Outra noção importante abordada por Rafael Urríalde foi a de que a ingestão de água deve compensar as perdas. Logo, quando estas são mais elevadas a ingestão tem também de ser maior do que os valores referência definidos. Assim, em situações de vagas de calor, por exemplo, a quantidade de água ingerida deve ser maior e não é raro existirem casos de desidratação que conduzem à morte neste tipo de condições.
Perante esta preocupação crescente, a Coca-Cola tem apoiado o desenvolvimento de congressos internacionais e também nacionais, de modo que em 2013 se estabeleceram uma série de conclusões para lançar os aspetos científicos da hidratação ligados a diferentes conceitos ou parâmetros: já não só a atividade física, mas também o rendimento cognitivo e a manutenção dos processos fisiológicos para um melhor desempenho.
“A água indiscutivelmente é de vital importância e desenrola um papel determinante no transporte de nutrientes e possui qualidades estruturantes e lubrificantes, além da sua capacidade de regulador de temperatura. As recomendações apontam para um consumo de 2lts/dia de água nas mulheres e 2,5 litros nos homens. Estes consumos variam em função dos dados fisiológicos, do nível de atividade física e condições ambientais”.
Quanto aos grupos mais vulneráveis, e passiveis de sofrer hipo-hidratação, em primeiro lugar estão as crianças, as grávidas e lactantes, assim como a população mais idosa. Neste sentido, uma desidratação que implique uma perda de 2% ou mais de massa corporal tem impacto sobre o rendimento físico e pode afetar a vários níveis, nomeadamente no rendimento físico, estado anímico e capacidade cognitiva, com défice da coordenação visual e motora, atenção e memória a curto prazo.

“A água indiscutivelmente é de vital importância e desenrola um papel determinante no transporte de nutrientes e possui qualidades estruturantes e lubrificantes, além da sua capacidade de regulador de temperatura. As recomendações apontam para um consumo de 2lts/dia de água nas mulheres e 2,5 litros nos homens. Estes consumos variam em função dos dados fisiológicos, do nível de atividade física e condições ambientais”

Outra conclusão referida foi a de que a ingestão diária de água em pessoas que sofrem de dores de cabeça reduz a sua intensidade e número de episódios, sobretudo nas pessoas que consomem uma quantidade menor do que as sugeridas.
“É importante que o consumo seja feito em pequenas quantidades de cada vez, pois de pouco adianta consumir uma grande quantidade e depois passar longos períodos sem voltar a hidratar. Ao fim de 3 a 4 horas começam a surgir os primeiros sinais de desidratação”.
A terminar o Dr. Rafael Urríalde reiterou que a hidratação é “um campo emergente” e há que apoiá-lo, porque “indiscutivelmente é um tema relevante e que deve ocupar as ciências da nutrição, do exercício, do comportamento e da bioquímica”. Assim, concluiu reforçando a imperiosa necessidade de realizar mais estudos observacionais e experimentais para provar a sua causalidade, assim como a sua efetividade.


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