Takeda anuncia resultados de estudos de fase 3 com zasocitininb na psoríase em placas moderada a grave
A Takeda anunciou novos dados de dois estudos pivotais de Fase 3 com o zasocitinib (TAK-279), um inibidor oral de nova geração da tirosina cinase 2 (TYK2), altamente seletivo, em adultos com psoríase em placas moderada a grave (PsO).¹ Apresentados na Reunião Anual de 2026 da American Academy of Dermatology (AAD), estes dados demonstram que o zasocitinib, oral, administrado num regime de toma única diária, demonstrou ausência completa ou quase completa das lesões cutâneas, com um perfil de segurança consistente com os estudos de Fase 2b.¹˒²
Nos estudos de Fase 3, Latitude PsO 3001 e 3002,— randomizados, multicêntricos, duplamente cegos e controlados por placebo e por comparador ativo — mais de metade dos doentes tratados com zasocitinib alcançaram ausência completa ou quase completa das lesões cutâneas na semana 16, um dos principais indicadores de sucesso terapêutico.¹˒²
- 71,4% e 69,2% dos doentes tratados com zasocitinib atingiram uma pontuação de 0/1 na avaliação global estática do médico (sPGA), em comparação com placebo (10,7% e 12,6%) e apremilast (32,1% e 29,7%) na semana 16 (p<0,001).²
- 61,3% e 51,9% dos doentes tratados com zasocitinib alcançaram PASI 90 (Psoriasis Area and Severity Index), vs. placebo (5,0% e 4,0%) e apremilast (16,8% e 15,9%) na semana 16 (p<0,001).²
O zasocitinib demonstrou também melhorias estatisticamente significativas na ausência completa ou quase completa das lesões cutâneas:¹˒²
- 39,9% e 33,7% dos doentes tratados com zasocitinib alcançaram uma pontuação sPGA de 0, em comparação com placebo (0,7% e 1,4%) e apremilast (8,0% e 6,5%) na semana 16 (p<0,001).²
- 33,4% e 25,2% dos doentes tratados com zasocitinib atingiram PASI 100, vs. placebo (0,7% e 1,1%) e apremilast (2,9% e 4,3%) na semana 16 (p<0,001).²
- As respostas nos objetivos coprimários e nos principais objetivos secundários continuaram a aumentar até à semana 24 em ambos os estudos.²
No estudo Latitude PsO 3002, a rapidez de resposta foi demonstrada logo a partir da semana 4, em comparação com placebo (PASI 75: 16,8% com zasocitinib vs. 4,3% com placebo; p<0,001).²
Entre os doentes que alcançaram uma resposta PASI 75, PASI 90 ou sPGA 0/1 na semana 40 e que permaneceram em tratamento com zasocitinib ao longo de todo o estudo, mais de 90% mantiveram a resposta até à semana 60.²
O zasocitinib foi geralmente bem tolerado.¹˒² O perfil de segurança e tolerabilidade observado nos estudos de Fase 3 manteve-se consistente com os estudos anteriores.¹˒² Os principais resultados combinados dos dois estudos incluem:
- Os eventos adversos emergentes do tratamento (TEAEs) até à semana 16 ocorreram em 62,1% dos doentes tratados com zasocitinib, 46,9% com placebo e 50,5% com apremilast.²
- Os eventos adversos mais frequentes (≥5%) nos doentes tratados com zasocitinib até à semana 16 foram infeção do trato respiratório superior (10,1%), nasofaringite (6,2%) e acne (6,5%), sem identificação de novos sinais de segurança.²
- TEAEs graves até à semana 16 foram reportados em 3,0% dos doentes tratados com zasocitinib, em <1% com placebo e em 1,5% com apremilast.²
