Nova campanha “A enxaqueca é uma prisão” alerta para uma doença desvalorizada
No âmbito da campanha, serão realizados rastreios gratuitos de enxaqueca entre os dias 11 e 19 de setembro, com passagem por Lisboa (Centro Comercial Colombo, dia 11, das 10h00 às 19h00), Coimbra (Coimbra Shopping, dia 12, das 10h00 às 19h00), Porto (Estação de Metro da Trindade, dia 12, das 15h00 às 19h00), Portimão (Centro Comercial Continente Portimão, dia 13, das 15h00 às 19h00) e Tomar, no âmbito do Festival da Saúde (dia 18, das 16h00 às 20h30, e dia 19, das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00).
Enxaqueca afeta cerca de 2 milhões de portugueses1 e apresenta uma prevalência superior à diabetes e à asma em conjunto2.
Dores de cabeça há muitas: as que são motivadas pelo stress, as que surgem após a realização de esforço, as que são intensas, mas desaparecem rapidamente… e as que se tornam uma verdadeira prisão, como a enxaqueca, uma doença que afeta 24% das mulheres e 13% dos homens em Portugal1. Os dados de um estudo recente da Aliança Europeia para a Enxaqueca e Cefaleias (EMHA)3 confirmam isso mesmo, ao revelar que, em Portugal, 92% das mulheres com enxaqueca referem que estas dores de cabeça limitaram a sua capacidade de trabalhar, estudar ou realizar as suas atividades durante, pelo menos, um dia. Motivos que levam a MiGRA Portugal – Associação Portuguesa de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias, com o apoio da Sociedade Portuguesa de Cefaleias e da AbbVie, a lançar a campanha “A enxaqueca é uma prisão”,que inclui a realização de rastreios gratuitos de enxaqueca entre os dias 11 e 19 de setembro, com passagem por Lisboa, Coimbra, Porto, Portimão e Tomar, respetivamente no Centro Comercial Colombo, Coimbra Shopping, Estação de Metro da Trindade, Centro Comercial Continente Portimão e Festival da Saúde.
Náuseas e vómitos, sensibilidade à luz, ao ruído e aos cheiros, são sintomas que quem sofre de enxaqueca, uma doença neurológica crónica que também se caracteriza por episódios de dor de cabeça moderada a forte, pulsátil ou latejante conhece bem. O que nem sempre sabem é que poderá haver formas de ‘escapar’ a esta prisão, através do tratamento – que existe, está disponível, mas a que poucos recorrem. Os dados do estudo já referido, “Enxaqueca nas Mulheres – O Padrão Hormonal Invisível”, confirmam que quase metade (42%) das mulheres com sintomas compatíveis com enxaqueca nunca receberam um diagnóstico médico, que 33,6% das que têm enxaqueca nunca consultaram um médico e que 72,4% recorrem à automedicação.3
“Estes números confirmam que a enxaqueca continua a ser subvalorizada e o acesso ao tratamento adequado continua a ser um desafio para muitas pessoas no nosso país”, afirma Isabel Pireza, presidente da Mesa da Assembleia Geral da MiGRA Portugal. “É urgente encurtar a distância entre o diagnóstico e o tratamento eficaz, para que ninguém tenha de viver ‘preso’ a esta doença.”
É para ajudar a encurtar esta jornada que, entre os dias 11 e 19 de setembro, vão decorrer ações de rastreio gratuito em Lisboa, Coimbra, Porto, Portimão e Tomar, com o objetivo de identificar pessoas com possíveis sintomas de enxaqueca, promover o diagnóstico e encaminhar para acompanhamento médico adequado.
“Continuamos a ver demasiadas pessoas a normalizar uma dor que não deveria ser normal. Com estas iniciativas, queremos aproximar o diagnóstico e o tratamento de quem mais precisa, para que a enxaqueca deixe de ditar o dia a dia de quem a vive”, refere a dirigente da MiGRA Portugal, que conclui: “Queremos que quem sofre de enxaqueca saiba que não tem de aceitar viver assim, que existem soluções e que procurar ajuda é o primeiro passo para recuperar a sua liberdade.”
“A enxaqueca é uma doença neurológica que vai muito além da sua manifestação mais conhecida — a dor de cabeça. Existem vários outros sintomas associados a este diagnóstico, que afeta cerca de 2 milhões de portugueses e pode ter um impacto profundo na vida familiar, social, escolar e profissional. Reconhecer os sinais e chegar a um diagnóstico correto é essencial para quebrar este ciclo de sofrimento, permitindo que cada pessoa tenha acesso ao acompanhamento e tratamento mais adequados e possa recuperar qualidade de vida”, explica Filipe Palavra, Presidente da Sociedade Portuguesa de Cefaleias.
Ferramenta digital ao serviço da saúde
Além destas ações presenciais, quem sofre de enxaqueca pode também contar com uma ferramenta ao dispor de todos, diariamente: o MiGRA Digital Health by knok, uma plataforma inovadora e 100% digital, criada para o acompanhamento personalizado de quem sofre de enxaqueca, promovendo o acesso a cuidados de saúde e uma gestão adequada desta patologia. Disponibiliza teleconsultas de Medicina Geral e Familiar focadas na enxaqueca, materiais informativos e um diário de registo de crises digital. A primeira teleconsulta é gratuita e as seguintes têm um valor reduzido.
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Referências:
- Mateus C, Allen A, Wilkes M, Ribeiro S. O Impacto Socioeconómico da Enxaqueca em Portugal. The Work Foundation
- Lancet. 2018; 392:1789-858. doi: 10.1016/S0140- 6736(18)32279-7
- European Migraine and Headache Alliance (EMHA). Enxaqueca nas Mulheres – O Padrão Hormonal Invisível. 2026.
