“A pandemia ajudou a clarificar a importância do setor privado dos laboratórios clínicos em Portugal”

Nos dias 28 e 29 de outubro o Centro de Congressos de São Rafael, em Albufeira, vai receber o VIII Congresso da Associação Nacional de Laboratórios Clínicos (ANL). Por causa da pandemia, foram dois anos de adiamento deste evento, mas que foram “anos particularmente intensos, em que nunca tinha sido pedido tanto e durante tanto tempo a este setor”, refere Nuno Saraiva, presidente da ANL.

Nuno Saraiva recorda o papel essencial que o setor privado assumiu durante o período mais critico da pandemia na testagem à COVID-19 quando, perante a “máxima inicial de «testar, testar, testar», Portugal foi um exemplo a nível internacional e o setor que aqui representamos teve um papel primordial nessa capacidade de resposta”. Por esse motivo, o presidente da associação considera que “todos nós deste setor devemos regozijar-nos e orgulhar-nos deste papel tão relevante que desempenhámos com eficiência e qualidade, aliados a um profissionalismo e um recato que deve louvar-se também”.

Quanto às expetativas para o VIII Congresso, para Nuno Saraiva, este deve ser um momento no qual “devemos aproveitar para estar juntos e alegrarmo-nos por sermos um ator importante na Sociedade. Sempre o fomos. Mas se dúvidas existissem, a questão da pandemia exacerbou o que é óbvio e que muitas vezes não se vê. Orgulho-me muito das empresas associadas, sobretudo de todo o pessoal que lá trabalha. Todos tiveram uma postura e uma resposta exemplares nestes dois anos de pandemia e acho que esse é um motivo de orgulho e de celebração”.

Para o representante da ANL, é fundamental uma desmistificação sobre os papéis do setor público e privado e da discussão sobre a primazia de um face ao outro, pois “ambos são essenciais para o bom funcionamento do setor e ambos devem complementar-se – a pandemia foi, precisamente, um exemplo dessa complementaridade. A pandemia ajudou a clarificar a importância do setor privado”.

Apesar da inevitabilidade da abordagem, no programa do Congresso, ao tema da COVID-19, “há outros temas, mesmo do funcionamento e da vida dos laboratórios, que têm que ser discutidos. Queremos, nessa medida, dar algum aporte aos nossos associados, designadamente no que respeita à questão da proteção de dados, à publicidade na saúde, ao binómio privado e público, que está sempre presente e que não podemos ser imunes às decisões ou às planificações, porque muitas vezes representamos investimento, até na criação de postos de trabalho e de investimento em equipamento”, conclui Nuno Saraiva.

Consulte AQUI o programa do VIII Congresso da ANL.


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