Parecer sobre o encerramento da Via Verde do AVC em hospitais Portugueses

A SPAVC, organização científica que agrega médicos, outros profissionais de saúde e investigadores dedicados à patologia cerebrovascular, tomou conhecimento do encerramento, por períodos ou por tempo indeterminado, do atendimento à Via Verde do AVC em hospitais Portugueses.

Na presente data, a SPAVC sustenta as seguintes posições:

  1. O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a principal causa de morte e incapacidade em adultos em Portugal;
  2. O tratamento agudo do AVC é uma emergência médica, sendo o sucesso das intervenções disponíveis extremamente dependente da rapidez da resposta;
  3. O acesso a tratamento atempado deve ser garantido aos cidadãos de todas as regiões;
  4. As unidades de AVC nacionais estão distribuídas e organizadas para otimizar a resposta a toda as áreas de Portugal. A opção de redirecionar um doente com AVC agudo para outro hospital, que distará sempre mais de 30 km, representará atraso na prestação de cuidados numa doença emergente, em que o dano causado ao cérebro aumenta por cada minuto sem tratamento;
  5. A SPAVC entende que a manutenção da disponibilidade de atendimento através da Via Verde do AVC deve ser uma prioridade em todos os hospitais com esta valência e no sistema de saúde como um todo, e assumida como tal pelos conselhos de administração e entidades governamentais.

Salientamos que ainda não foram clarificadas as razões para o aumento da mortalidade por AVC verificada em 2020 em Portugal, conforme dados avançados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) este ano.

Apelamos assim às entidades competentes que sejam garantidas condições para que seja assegurado o regular atendimento através de Via Verde de AVC e os cuidados em Unidade de AVC em todos os hospitais do país com esta valência.

A redução do impacto do AVC em Portugal necessita do melhor de todos.


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