Coligação internacional exige melhores condições para doentes com cancro do pâncreas

No dia em que se assinala o Dia Mundial do Cancro do Pâncreas, a World Pancreatic Cancer Coalition, que junta entidades de todo o mundo unidas em torno do cancro pancreático pretende alertar para a importância de um diagnóstico precoce e inverter a tendência de elevada mortalidade desta doença através da campanha Exigir mais. Pelos Pacientes. Pela Sobrevivência.

Composta por peritos, académicos, doentes, médicos e decisores políticos de mais de 60 organizações oriundas de 27 países e seis continentes, a Europacolon é membro fundador da Coligação e único representante de Portugal nas iniciativas nacionais e internacionais desenvolvidas. Esta iniciativa mundial – Exigir mais. Pelos Pacientes. Pela Sobrevivência. – é apoiada pela biofarmacêutica Celgene.

“Existe uma grande necessidade de inverter a tendência do diagnóstico do cancro do pâncreas num estadio avançado, bem como para incentivar um maior investimento na investigação orientada para novas formas de diagnóstico e tratamento. A investigação do carcinoma do pâncreas recebe menos de 2% de todos os financiamentos para a investigação do cancro na Europa, número este que se tem mantido nos últimos 40 anos, o que indica que é urgente alterarmos esta realidade” diz Vitor Neves, presidente da Europacolon Portugal.

Vitor Neves acrescenta que “ao longo dos anos, a coligação internacional tem conseguido aumentar o número de pessoas envolvidas na causa, através das campanhas anuais. Atualmente, não existe nenhum teste de rastreio ou método de deteção precoce do cancro do pâncreas e, embora se esteja a caminhar nesse sentido, o conhecimento dos sintomas e fatores de riscos continua a ser o fator mais importante para um diagnóstico precoce.”

O presidente refere ainda que “os sintomas e os riscos do cancro do pâncreas podem ser vagos e mal compreendidos pelo que é importante que as pessoas reconheçam os sinais de alerta”. São eles o inchaço abdominal ou dor, a perda de peso, icterícia (pele amarelada), a diabetes e os problemas digestivos.

Todos os dias, mais de 1000 pessoas em todo o mundo são diagnosticadas com cancro do pâncreas. Entre elas, cerca de 985 morrerão desta doença. Em Portugal são diagnosticados, todos os anos 1300 pessoas com este cancro. Embora as taxas de mortalidade estejam a diminuir para muitos outros cancros, estão a aumentar para o cancro do pâncreas. Com uma média de sobrevida de 4 meses, este é o cancro com a taxa de sobrevivência mais baixa entre os cancros mais graves e, em quase todos os países, é o único cancro grave com uma taxa de sobrevivência inferior a 10%, cerca de cinco anos (2 a 9%). A investigação demonstra que os doentes diagnosticados a tempo de uma intervenção cirúrgica têm mais hipóteses de sobrevivência a cinco ou mais anos.

Veja o vídeo da campanha aqui:

 


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